sábado, 14 de abril de 2018

ABAIXO O BELICISMO IMPERIALISTA DE TODAS AS GRANDES POTÊNCIAS!


 ABAIXO O BELICISMO IMPERIALISTA DE TODAS AS GRANDES POTÊNCIAS!

Ataque à Síria, Tarifas Protecionistas e o caso do    envenenamento   em    Salisbury             na
Grã-Bretanha: Contra todas as agressões diplomáticas, econômicas e militares imperialistas! Nos EUA, UE, Rússia e China: o Principal Inimigo está em Casa! Apoiar as lutas de libertação democráticas e nacionais dos povos oprimidos!

Declaração conjunta da Corrente Comunista Revolucionária Internacional (CCRI) e do Grupo Marxista "Política de Classe" (Rússia), 13.04.2018, www.thecommunists.net  e https://mgkp.github.io/

1. Houve uma aceleração significativa das tensões entre as potências imperialistas nos últimos dias e semanas. Em 4 de março, um ex-espião russo que se tornou agente duplo do Serviço Secreto Britânico MI6, Sergei Skripal, e sua filha Yulia, foram envenenados em Salisbury, em solo britânico. O governo britânico acusou a Rússia como responsável por este ataque e logo a maioria dos governos ocidentais, incluindo os EUA, se uniu a essa teoria. Como resultado, 24 governos ocidentais expulsaram mais de 100 diplomatas russos. A Rússia retaliou expulsando diplomatas ocidentais. Além disso, o imperialismo norte-americano impôs sanções contra vários oligarcas que são próximos do presidente russo  Vladimir Putin.  Existem também conversações sobre o endurecimento das sanções econômicas que já estão em vigor desde o início da guerra civil na Ucrânia em 2014.

2. No mesmo mês, a administração norte-americana de Trump impôs uma tarifa de 25% sobre o aço e uma tarifa de 10% sobre as importações de alumínio. Essas tarifas protecionistas estão dirigidas contra os rivais imperialistas, incluindo a Europa e a China. Os chineses já ameaçaram retaliações.

3. Mais dramaticamente, a contínua agressão imperialista por parte da Rússia, assim como das potências ocidentais na Síria contra as forças de libertação, bem como contra o Daesh / ISIS, poderia se transformar em confrontos diretos entre as Grandes Potências.  Ao acusar o regime de Assad de cometer um ataque com gás químico contra o enclave controlado pelos rebeldes em Duma em 7 de abril, os EUA, os governos francês e britânico estão ameaçando lançar ataques militares contra posições do regime sírio. Em resposta, a Rússia, que é o aliado mais importante do ditador sírio, ameaça com retaliação.

4. Esta aceleração da rivalidade Inter imperialista exige uma clara posição anti-imperialista, internacionalista e pró-libertação do movimento operário internacional. A Corrente Comunista Revolucionária Internacional (CCRI) e o Grupo Marxista "Política de Classe” (MGKP) chamam todos os revolucionários a tomar uma posição firme sobre esses últimos desenvolvimentos. Condenamos todas essas forças como oportunistas e social-imperialistas que, abertamente ou ocultas, estão do lado do imperialismo ocidental ou oriental. EUA, UE, Rússia ou China - nenhum deles é “o mal menor para a classe trabalhadora internacional e o povo oprimido!

5. A CCRI e o MGKP chamam por:

* Oposição a todas as Grandes Potências Imperialistas - no ocidente e no oriente. Abaixo o imperialismo norte-americano, europeu, russo e chinês! O principal inimigo está em casa! Por uma revolução socialista da classe trabalhadora e dos oprimidos para esmagar todos os estados imperialistas!

* No Ocidente e Oriente: Não às sanções diplomáticas e econômicas e não às tarifas protecionistas! Essas medidas servem apenas aos governos imperialistas para instigar o chauvinismo e visam reforçar o apoio popular interno!

* Parar todos os ataques imperialistas na Síria! Tropas russas e norte-americanas e forças aéreas - fora da Síria! Fechar todas as bases militares estrangeiras na Síria!

* Abaixo os regimes da Síria, do Irã e da Turquia! Não à reacionária guerra saudita contra o povo iemenita!

* Apoiar a luta de libertação contra o regime de Assad! Vitória para a resistência do povo afegão contra as forças de ocupação dos EUA e suas marionetes locais!

* Abaixo Israel imperialista! Vitória para a luta de libertação da Palestina!

* Por uma Federação Socialista do Oriente Médio! Por um Partido Mundial da Revolução Socialista!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

BRASIL: O REGIME DE EXCEÇÃO SE APROFUNDA



Generais do exército pressionaram a suprema corte pela prisão de lula.
Declaração da Corrente Comunista Revolucionária-CCR, seção nacional da Corrente Comunista Revolucionária Internacional-CCRI, 05 de abril de 2018, http://elmundosocialista.blogspot.com
O apelo dos advogados de Lula à Suprema Corte por um Habeas Corpus preventivo foi recusado por pequena maioria. Nos dias que antecederam o julgamento do recurso pelo menos sete generais fizeram declarações públicas pressionando a Suprema Corte. O principal e monopolista Rede Globo e outras redes de televisão e as rádios amplificaram os discursos golpistas e o resultado foi o aprofundamento do regime de exceção inaugurado em 2016 com a destituição da presidente Dilma Rousseff
Quem é o verdadeiro alvo? Lula da Silva ou a Classe Trabalhadora e os Movimentos Sociais?
A ofensiva dos militares abre um novo capítulo no avanço do movimento golpista. Isso significa que os militares voltam a ter um papel preponderante. Tal situação foi encorajada pelo politicamente fraco presidente Michel Temer quando autorizou a intervenção militar no Rio de Janeiro.
Tal política é estritamente relacionada ao problema central de luta política nacional: a prisão do ex-presidente e principal dirigente da esquerda nacional Luiz Inácio Lula da Silva em ano eleitoral, sendo ele o favorito nas pesquisas nas eleições de outubro de 2018. Mas o alvo não é somente o ex-presidente Lula, caracterizado por ter liderado um governo reformista e conciliador com a burguesia entre 2003 a 2011.
O alvo da ofensiva reacionária é toda a classe trabalhadora brasileira, os partidos de esquerda e os movimentos sociais. Os principais círculos da burguesia estão determinados a implementar duras reformas neoliberais que de fato destruiriam os direitos políticos e sociais da classe trabalhadora brasileira. Isso também significa que uma ofensiva golpista bem-sucedida também reduziria drasticamente o espaço para que políticos reformistas e conciliadores e lideranças de organizações de massa (por exemplo, PT, PCdoB, CUT, MST, PSOL) alcançarem compromissos com a burguesia.
Mas essa ofensiva reacionária contra a classe trabalhadora e suas organizações de massas inevitavelmente provoca resistência. Essa é a razão pela qual a burguesia financeira, apoiada pelas potências imperialistas, ativou seus instrumentos: o monopólio da mídia com a Rede Globo como ponta-de-lança, o parlamento altamente conservador e reacionário, o Ministério Público e a Suprema Corte. Mas isto não é o suficiente; eles também tiveram que chamar o comando do exército de volta para ter um papel que os militares não tinham desde 1985, quando a ditadura militar terminou.
O Crescente papel dos Militares 30 anos depois do fim da ditadura
Isso fica evidente quando, em uma semana, sete generais das Forças Armadas ameaçaram o Supremo Tribunal Federal (STF), ao mesmo tempo em que ocorreria o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula da Silva. Esses sete generais são apenas aqueles que abertamente revelaram suas posições; Dentro do Alto Comando, a opinião hegemônica desses generais era a favor da prisão imediata de Lula. Eles enviaram uma mensagem muito clara: se eles (o Supremo Tribunal) não prenderem Lula, haverá um golpe militar.
A crise da liderança burguesa é enorme e sem solução à vista. O capital monopolista imperialista e os grandes capitalistas brasileiros estão determinadas a reestruturar o capitalismo semicolonial brasileiro para recuperar a taxa de lucros em queda em todo o mundo. Para isso, precisa de condições políticas favoráveis ​​que não existem no momento.
Sob essas condições, a instalação de um regime de estado de exceção torna-se cada vez mais indispensável para os capitalistas. Portanto, o perigo de um golpe militar, que poderia até mesmo assumir um caráter semifascista, está ganhando força.
Infelizmente, esse enorme perigo é enfrentado com a complacência dos principais partidos de esquerda que ainda acreditam na legalidade da "democracia" burguesa. Eles ignoram o fato de que tal golpe poderia resultar em repressão maciça contra toda a esquerda revolucionária e movimentos de massa, bem como contra esses mesmos partidos reformistas.
Por outro lado, se a classe trabalhadora e os oprimidos conseguirem organizar a resistência em massa contra os golpistas, isso poderia provocar uma situação pré-revolucionária com enormes oportunidades para os revolucionários e o movimento de massas.

O QUE DEFENDEMOS?
Nós da CCR exortamos os partidos reformistas e socialistas, sindicatos e organizações populares (por exemplo, PT, PCdoB, CUT, MST, PSOL) a estabelecer imediatamente uma frente única de massas para organizar uma luta massiva contra os ataques reacionários. Vamos superar a passividade e a complacência AGORA! Precisamos da criação de comitês de ação em fábricas, sindicatos, bairros, favelas e regiões periféricas para organizar as massas e planejar democraticamente a luta. Precisamos de um congresso nacional de delegados de todos os partidos e organizações de massa, bem como dos comitês de ação, a fim de organizar a luta.
Também chamamos pela criação de comitês de autodefesa que sejam essenciais para resistir aos bandidos fascistas e à repressão do Estado.
Sem ter qualquer ilusão sobre a limitação da democracia burguesa e do sistema parlamentar corrupto, defendemos incondicionalmente todos os direitos democráticos contra os golpistas militares e institucionais. Combinamos tal defesa dos direitos democráticos com um chamado por uma assembleia constituinte revolucionária que deveria discutir e elaborar uma nova constituição sob o controle da classe trabalhadora e dos oprimidos.
Nós chamamos a todos os ativistas que concordam com nossa análise e estratégia para a importante situação atual para unir forças e unir-se a nós em nossos esforços para construir um partido revolucionário!
*Não à criminalização das manifestações políticas e à criminalização dos movimentos sociais!
Segurança pública não é papel das Forças Armadas! Pelo cancelamento da intervenção federal militar no estado do Rio de Janeiro!
* Pela criação de comitês de ação nas fábricas, sindicatos, bairros, favelas e regiões periféricas em defesa de nossos direitos e contra o governo dos golpistas e contra qualquer intervenção militar! Por comitês de autodefesa dos trabalhadores e pobres nos bairros e periferias!
* Abaixo o dispositivo constitucional que permite ao exército a intervenção em assuntos políticos!
*Pela Assembleia constituinte Revolucionária!
* Por um partido operário revolucionário- um novo partido mundial da revolução socialista! A Quinta Internacional






BRASIL: THE EMERGENCY REGIME ADVANCES!




The Army Generals put pressure on the Supreme Court to imprison Lula
Statement of the Corrente Comunista Revolucionária (CCR, Brazilian Section of the Revolutionary Communist International Tendency), 5 April 2018, http://elmundosocialista.blogspot.com

The appeal of Lula's lawyers to the Supreme Court for a preventive Habeas Corpus was rejected by a small majority (6-5). In the days leading up to the appeal judgment at least seven army generals made public statements pressurizing the Supreme Court. The main TV network Rede Globo and other television networks and radios gave much space to report about the speeches of the putschist generals. The result was the advance of the emergency regime which came to power with the impeachment of President Dilma Rousseff in April 2016.
Who is the real target? Only Lula da Silva or the Working Class and the Social Movements?
The offensive of the military opens a new chapter in the advance of the putschist movement. It means that the military returns to a preponderant role. This has been encouraged by the politically weak President Temer when he authorized the military intervention in Rio de Janeiro.
Such a policy is strictly related to a central issue of the current national political struggle: the imprisonment of the former president and main leader of the national left Luiz Inácio Lula da Silva. Lula has a strong lead in all polls for the Presidential election in October 2018. But the target is not only the former president Lula who has lead in a reformist government, conciliatory with the bourgeoisie, in 2003-2011.
The target of the reactionary offensive is the whole of the Brazilian working class, the leftist parties and the social movements. The leading circles of the bourgeoisie are determined to implement harsh neoliberal reforms which would actually destroy the political and social rights of the Brazilian working class. This also means that a successful offensive would also drastically reduce the space for reformist and conciliatory politicians and leaderships of mass organizations (e.g. PT, PCdoB, CUT, MST, PSOL) to reach compromises with the bourgeoisie.
But this reactionary offensive against the working class and its mass organizations inevitable provokes resistance. This is the reason why the financial bourgeoisie, supported by the imperialist powers, activated its instruments: the monopoly media with Rede Globo at its heart, the highly conservative and reactionary parliament, the Public Prosecutor's Office, and the Supreme Court. But this is not enough; they also had to call the army command back to having a role that they didn’t have since 1985 when the military dictatorship ended.

The growing role of the Military 30 years after the end of the dictatorship
This is evident when, in a week, seven Generals of the Armed Forces threatened the Federal Supreme Court (STF), at the same time as the habeas corpus trial of former president Lula da Silva was to occur. These sevens generals are only those who openly have revealed their positions; inside the High Command, the hegemonic opinion of these generals was in favor of the immediate imprisonment of Lula. They sent a very clear message: if they (the Supreme Court) do not arrest Lula, there will be a military coup.
The crisis of bourgeois leadership is enormous and without solution in sight. The imperialist monopoly capital and the Brazilian big capitalists are determined to restructure Brazilian semi-colonial capitalism to recover the falling rate of profits around the world. For this, it needs favorable political conditions that do not exist at the moment.
Under these conditions, installing a regime of emergency becomes increasingly indispensable to the capitalists. Hence the danger of a military coup, which could even take a semi-fascist character, is gaining strength.
Unfortunately, this huge danger is met with complacency of the major left parties which still believe in the legality of bourgeois "democracy". They ignore the fact that such a coup could result in massive repression against the entire revolutionary left and mass movements as well as against these same reformist parties.
On the other side, if the working class and the oppressed succeed in organizing mass resistance against the putschists, this could provoke a pre-revolutionary situation with enormous opportunities for revolutionaries and the mass movement.

What do we defend?
We from the CCR urge the reformist and socialist parties, trade unions and popular organizations (e.g. PT, PCdoB, CUT, MST, PSOL) to immediately establish a mass united front in order to organize a massive struggle against the reactionary attacks. Let us overcome passivity and complacency NOW! We need the creation of action committees in factories, unions, neighborhoods, favelas and peripheral regions to organize the masses and to democratically plan the struggle. We need a national congress of delegates of all parties and mass organizations as well as of the action committees in order to organize the struggle.
We also call for the creation of committees of self-defense which are essential to resist against fascist thugs and state repression.
Without having any illusion about the limitation of bourgeois democracy and the corrupt parliamentary system, we unconditionally defend all democratic rights against the military and institutional putschists. We combine such a defense of democratic rights with a call for a revolutionary constituent assembly which should discuss and elaborate a new constitution under the control of the working class and the oppressed.

We call all activists who agree with our analysis and strategy for the present important situation, to unite forces and to join us in our efforts to build a revolutionary party!

* No to the criminalization of political demonstrations and the criminalization of social movements!
* Public safety is not the role of the Armed Forces! For the cancellation of federal military intervention in the state of Rio de Janeiro!
* For the creation of action committees in factories, unions, neighborhoods, favelas and peripheral regions in defense of our rights and against the putschist government and against any military intervention! For committees of self-defense of the workers and poor in the neighborhoods and peripheries!
* Down with the constitutional law that allows the army to intervene in political matters!
* For the Revolutionary Constituent Assembly!
* For a revolutionary workers' party – a new World Party of the Socialist Revolution! For the Fifth International